sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Visita ao Estúdio do 5 Para a Meia-Noite
sexta-feira, 30 de julho de 2010
La Valse Des Monstres
quarta-feira, 31 de março de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Rotina.
Em toda a santa paragem do metropolitano saem e entram umas quantas pessoas e eu sou uma delas. Entramos. Trocamos 2 ou 3 palavras. Saímos. Mais 4 ou 5 palavras. Entramos. Beijinhos. Bom dia e boa viagem. Saio. E começo a subir as escadas. Tanta gente! É o que dá quebrar a rotina: Apresento-te o Inesperado. Ainda assim estou dentro do horário+20mins. Subo uns quantos degraus e penso que sou o único que veio com companhia, o resto das pessoas, ainda que façam aquele percurso todos os dias à mesma hora não se falam. Sobem as escadas com o mesmo passo, com o mesmo ritmo e com a mesma apatia para com o que os rodeia. E é assim aqui e em todo o lado. Só percebi isto agora porque a minha rotina me tapava os olhos. Porque até eu me deixei cegar pela rotina que criei. Comecei a ver a minha rotina como uma companheira de viagem. Deixei-me adaptar e a constância instalou-se, tornou-se o hábito proveitoso que aparentemente facilitava a minha forma de começar o dia.
Pronto, rapaz, estás a ficar céptico em relação à tua maneira de ver as coisas. Ainda bem. Gostas de te pôr à prova. Estás a conseguir e nem te parece estranho estares a julgar as tuas acções. Invulgarmente, sinto que cada degrau que estava a subir quando saí do metro me trazia uma nova conclusão acerca da rotina. Porque foi aí que comecei a pensar com verdadeiras certezas nesse conceito de índole conservadora oposta ao progresso. É verdade. Se fiz o mesmo durante meses a fio, não variei. Não evoluí. O que me irritava a cada degrau eram o facto das conclusões que tirava sobre os que me rodeavam se aplicarem a mim, apesar de eu ser o único a mudar a rotina naquele momento. Saí do metro e pus-me ao caminho pela capital meio adormecida. A minha viagem de ida é aquela que costumo fazer quando regresso, já sem ver o sol penetrando pelos edifícios da velha baixa. Agora resta-me subir as escadinhas para uma última peripécia antes do destino final.
Último degrau. Fico feliz por ter quebrado a rotina por um dia. E já cheguei. Foi uma viagem rápida de pensamentos longos que romperam as rédeas do meu início de dia normal.

sábado, 23 de janeiro de 2010
Just give me your hand.
- Não. Primeiro contas. Depois dou-te a mão.
- Dá-me a tua mão.
(Ela não lhe deu a mão)
Entrei na carruagem. Eu e mais duas pessoas. Deixei os dois vultos entrarem antes de mim porque te queria ver a subir as escadas que davam para o outro lado da linha.
O comboio partiu. Ficou o sorriso nos lábios e a vontade de dizer que voltava, ainda que a certeza fosse pouca. Por isso é que quando regressava a casa me sentia sozinho. E as minhas mãos tão frias que nem conseguia pensar como iria sobreviver. Custou-me tanto passar. Sem te ver, sem te ouvir, sem te agarrar e sem SEQUER o teu cheiro no cachecol a que me habituei. Acredita, nunca me foi tão difícil enfrentar uma viagem sem saber que não te ia voltar a ver.
1ª paragem, sai uma pessoa apressada. Apenas se ouvem os passos apressados porque o autocarro não espera, nem o tempo pára.
E o comboio arranca. Continua o barulho de fundo: o ruído das portas a chaparem e a mulher que ao fundo liga ao filho mais novo que voltou da escola há 4 horas mas só agora é que ela teve tempo para lhe ligar.
2ª paragem, não sai nem entra ninguém. O comboio parou porque a rotina assim o dita. O raio da rotina que faz com que tudo seja igual. A rotina deveria primar pela constância em mudar. Mas não. Até porque é mais fácil repetir, muitas vezes, de preferência.
Como não há ninguém novo no comboio tudo fica igual, menos as minhas mãos. Agora estão mais frias. E continuo sem ti.
3ª paragem, saem duas pessoas, entram três. Três amigos. Nem imaginas como me sinto invejoso. E não é pelos três amigos. A rapariga e os dois rapazes falam da semana que passou. Eu também posso falar com os meus amigos.
Tenho inveja do casal que entrou na carruagem comigo, aquele vulto a que não prestei atenção. Eles entraram e sentaram-se à minha frente mas só agora olhei em redor. Só agora abri os olhos. Até agora a viagem foi a tentar ouvir a tua voz a sussurrar “Amo-te” ao meu ouvido. E quando abri os olhos vi-os de mãos dadas. A desperdiçar o tempo que passam juntos a que não dão valor.
Tenho inveja deles, porque naquele tempo em que estão juntos,
Eles podem fazer a viagem de mãos dadas.
(Ela deu-lhe a mão. Depois disse: Amo-te)
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Sally Bowles turns 18
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Era uma carta de amor
domingo, 8 de novembro de 2009
São momentos.
sábado, 24 de outubro de 2009
Awake
Please forgive me for every mistake, wrong words and stupid lies.
I need you to love me, to kiss me, to hold me against you. Just you, again and again, "Till the end of time". I've nothing more to say, just I love you. It's a cliché, I know and I mean it.
domingo, 11 de outubro de 2009
O Segredo das Janelas Perdidas, III
“E foi assim que tudo começou…”, era o que eu queria dizer agora… É certo que não cedeste, mas sorriste e encarei como tal. Chamei-te mesmo depois de voltares as costas e voltei a pensar que era verdade e que tu acreditavas na felicidade. Mas sabemos que me enganaste. Sabemos que não foi propositadamente mas querias que assim fosse, não querias ceder tão facilmente mas um sorriso era para mim o “sim”. Erradamente voltaste a sorrir. O erro foi teu, porque não querias dar a entender… E eu sorri-te de volta e pela primeira vez saí da janela e corri pela rua. E já eram quatro da manhã. Aquela hora passou de uma forma tão estranha que nenhum de nós sabe explicar, mas passou. E não foi a última vez que o tempo passou assim. Nos dias seguintes vi-te passar pela avenida, cada vez mais devagar, provavelmente à minha espera.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
O Segredo das Janelas Perdidas, II
de vez em quando sabe bem fazer de parvo
não consigo comer nada agora e tenho medo de vomitar a seguir
apetece-me leite, mas não é bom para pós-vómito
Outro Alguém diz:
eu não sei o que é que te poderia acontecer mas a minha perspectiva de LEIGO e talvez OTÁRIO diz para beberes um bocadinho de leite aos golinhos... mas é melhor não
1º Alguém diz:
LOL também acho melhor não
e também tenho outro desejo, apetece me uma banana, mas também não há cá em casa
2º Alguém diz:
epá, se tivesses logo dito que estavas com desejos já te tinha resolvido o problema: ESTÁS GRÁVIDA
domingo, 27 de setembro de 2009
O Segredo das Janelas Perdidas, I
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
I don't know what to say

quarta-feira, 2 de setembro de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
A stupid post.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Woodstock, 40 years ago
15.Aug.1969. 5 pm
Richie Havens opens Woodstock with High Flyin Bird. Enjoy

