“E foi assim que tudo começou…”, era o que eu queria dizer agora… É certo que não cedeste, mas sorriste e encarei como tal. Chamei-te mesmo depois de voltares as costas e voltei a pensar que era verdade e que tu acreditavas na felicidade. Mas sabemos que me enganaste. Sabemos que não foi propositadamente mas querias que assim fosse, não querias ceder tão facilmente mas um sorriso era para mim o “sim”. Erradamente voltaste a sorrir. O erro foi teu, porque não querias dar a entender… E eu sorri-te de volta e pela primeira vez saí da janela e corri pela rua. E já eram quatro da manhã. Aquela hora passou de uma forma tão estranha que nenhum de nós sabe explicar, mas passou. E não foi a última vez que o tempo passou assim. Nos dias seguintes vi-te passar pela avenida, cada vez mais devagar, provavelmente à minha espera.
Mostrar mensagens com a etiqueta O Segredo das Janelas Perdidas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O Segredo das Janelas Perdidas. Mostrar todas as mensagens
domingo, 11 de outubro de 2009
O Segredo das Janelas Perdidas, III
Como sempre, lá estava. Com o tempo começaste a parar no número 4 da avenida para perceberes se a tua felicidade era aquela que eu te queria dar. E assim ficámos amigos. Porque era assim que a felicidade podia passar da janela para a rua.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
O Segredo das Janelas Perdidas, II
Os ponteiros do relógio continuam a dar voltas sem que me apercebesse que na rua passavas só. Dizem que a solidão vale mais que estar acompanhado por quem não merece, mas naquele momento percebi que era o contrário: tu não estavas assim por acaso, mas também não sabias a razão de estares assim… Pensei em ajudar-te, pensei e pensei, esperei mais um segundo e gritei. Primeiro não me viste porque não era a única janela aberta para a rua, voltei a tentar. De seguida olhaste mas fingiste que não ouvias porque não te interessava. Disse-te “Posso ajudar-te”. Não gostaste do que ouviste mas perguntaste-me o que queria e eu disse-te que te queria ver feliz.
domingo, 27 de setembro de 2009
O Segredo das Janelas Perdidas, I
São três da manhã e começo a pensar naquilo que me disse. Não acreditei. Juro. Sempre que falava comigo parecia que começava a sonhar no paraíso das memórias e sorria. Sorria por desconhecer o que era na verdade. Porque desvaneceu uma história criada numa secção de livros rasgados pelos dedos que passavam nas páginas que eu não escrevi, por enquanto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)